Ontem à noite, após tropeçar em mais uma das minhas atrapalhadas emocionais, fiquei pensando que a cada antigo erro cometido novamente deveríamos ser carimbados na testa (igual como marcam os gados??).
Ai a cada vez que nos olhássemos no espelho lembraríamos diariamente que é no mínimo uma questão de respeito nos preservarmos de antigos sentimentos ruins. Além disso, sairíamos por ai publicamente estúpidos e a cada olhar de repreensão alheia seria uma dose homeopática de vergonhosa lembrança que reforçaria a necessidade de fazermos a escolha certa e honesta conosco.
É ruim sentir isso de cometer erros antigos tantas vezes, principalmente erros que trazem tantos sentimentos ruins e abrem uma bagagem triste da vida.
Partiremos para a próxima.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
domingo, 9 de agosto de 2009
Homenagem a Nauro Machado

Lendo um trecho de Baudelaire, publicado no Blog "Desculpe a poeira", lembrei do poeta maranhense Nauro Machado, que bem menos reconhecido que o escritor francês, é tão sofisticado quanto, em seus poemas existencialistas que é a sua marca inconfundível.
Aproveito então para fazer a minha homenagem a "Seu Nauro", um dos maiores poetas brasileiros. Intenso e enciclopédico em seus poemas e pura simplicidade caminhando pelas ruas de São Luís.
(Talvez ele não leia este post, mas...) Um beijo "Seu Nauro"!
Para degustação:
Ofício
Ocupo o espaço que não é meu, mas do universo.
Espaço do tamanho do meu corpo aqui,
enchendo inúteis quilos de um metro e setenta
e dois centímetros, o humano de quebra.
Vozes me dizem: eh, tu aí! E me mandam bater
serviços de excrementos em papéis caídos
numa máquina Remington, ou outra qualquer.
E me mandam pro inferno, se inferno houvesse
pior que este inumano existir burocrático.
E depois há o escárnio da minha província.
E a minha vida para cima e para baixo,
para baixo sem cima, ponte umbilical
partida, raiz viva de morta inocência.
Estranhos uns aos outros, que faço eu aqui?
E depois ninguém sabe mesmo do espaço
que ocupo, desnecessário espaço de pernas
e de braços preenchendo o vazio que eu sou.
E o mundo, triste bronze de um sino rachado,
o mundo restará o mesmo sem minha quota
de angústia e sem minha parcela de nada.
Apenas uma Coisa
Existe amor?
Palpável como o dia,
como a matéria com que é feito o objeto
chamado mesa, catedral ou baço
nitrindo em tantas coisas?
Como amar
esta incorpórea substância carnal,
este lampejo de chão no infinito?
Existe amor?
Palpável como a terra?
Debaixo ou sobre a terra, ainda carne,
algum finado saberá do amor,
essa chama votiva a brilhar ainda?
Amou Torquato a Maria? Amou deveras?
Digam-nos os anjos corcundas do além,
a ave agoureira ao céu crucificada,
o revoar de asas na papal coroa.
Amou Torquato a Maria, ainda carne?
Ama Maria a esse pó apenas nome
legado aos filhos como letra morta,
como moeda gasta em mão mendiga?
Chupando um dedo só, o amor se alimenta.
O Parto
Meu corpo está completo, o homem - não o poeta.
Mas eu quero e é necessário
que me sofra e me solidifique em poeta,
que destrua desde já o supérfluo e o ilusório
e me alucine na essência de mim e das coisas,
para depois, feliz e sofrido, mas verdadeiro,
trazer-me à tona do poema
com um grito de alarma e de alarde:
ser poeta é duro e dura
e consome toda
uma existência.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Amor, prosa, versos e msn
(Por LL)
eu queria te oferecer a cura meu amor
mas como te curar de ti mesma?
ofereco entao companhia, drinks e 2 ingressos pro espetaculo
das nossas vidas
com direito a transformação em entidades sobrenatural no fim
é o q dá.
sei da tua cor, do teu estado, da tua loucura, tudo certo já
escrevo um cordel (encantado) e faço um teatro (mágico)
tu chega no fim
de noiva
ahh.. noiva nao...nao é desfile
tu chega de MARANHÃO
é lá da Paraíba
depois eu te explico!!!!
eu queria te oferecer a cura meu amor
mas como te curar de ti mesma?
ofereco entao companhia, drinks e 2 ingressos pro espetaculo
das nossas vidas
com direito a transformação em entidades sobrenatural no fim
é o q dá.
sei da tua cor, do teu estado, da tua loucura, tudo certo já
escrevo um cordel (encantado) e faço um teatro (mágico)
tu chega no fim
de noiva
ahh.. noiva nao...nao é desfile
tu chega de MARANHÃO
é lá da Paraíba
depois eu te explico!!!!
sábado, 11 de julho de 2009
sexta-feira, 19 de junho de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
sexta-feira, 5 de junho de 2009
segunda-feira, 25 de maio de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Já fui de esconder o que sentia*
* Texto da gaúcha Martha Medeiros
E sofri com isso.
Hoje não escondo nada do que sinto e penso, e às vezes também sofro com isso, mas ao menos não compactuo mais com um tipo de silêncio nocivo: o silêncio que tortura o outro, que confunde, o silêncio a fim de manter o poder num relacionamento.
Assisti ao filme "Mentiras sinceras" com uma pontinha de decepção - os comentários haviam sido ótimos, porém a contenção inglesa do filme me irritou um pouco - mas, nos momentos finais, uma cena aparentemente simples redimiu minha frustração. Embaixo de um guarda-chuva, numa noite fria e molhada, um homem diz para uma mulher o que ela sempre precisou ouvir.
E eu pensei: como é fácil libertar uma pessoa de seus fantasmas e, libertando-a, abrir uma possibilidade de tê-la de volta, mais inteira.
Falar o que se sente é considerado uma fraqueza.
Ao sermos absolutamente sinceros, a vulnerabilidade se instala.
Perde-se o mistério que nos veste tão bem, ficamos nus.
E não é este tipo de nudez que nos atrai.
Se a verdade pode parecer perturbadora para quem fala, é extremamente libertadora para quem ouve.
É como se uma mão gigantesca varresse num segundo todas as nossas dúvidas. Finalmente se sabe.
Mas sabe-se o quê?
O que todos nós, no fundo, queremos saber:
Se somos amados.
Tão banal, não?
E no entanto esta banalidade é fomentadora das maiores carências, de traumas que nos aleija nos paralisam e nos afastam das pessoas que nos são mais caras.
Por que a dificuldade de dizer para alguém o quanto ele é - ou foi - importante?
Dizer não como recurso de sedução, mas como um ato de generosidade, dizer sem esperar nada em troca.
Dizer, simplesmente.
A maioria das relações - entre amantes, entre pais e filhos, e mesmo entre amigos - ampara-se em mentiras parciais e verdades pela metade.
Podem-se passar anos ao lado de alguém falando coisas inteligentíssimas, citando poemas, esbanjando presença de espírito, sem alcançar a delicadeza de uma declaração genuína e libertadora: dar ao outro uma certeza e, com a certeza, a liberdade.
Parece que só conseguiremos manter as pessoas ao nosso lado se elas não souberem tudo.
Ou, ao menos, se não souberem o essencial.
E assim, através da manipulação, a relação passa a ficar doentia, inquieta, frágil.
Em vez de uma vida a dois, passa-se a ter uma sobrevida a dois.
Deixar o outro inseguro é uma maneira de prendê-lo a nós - e este "a nós" inspira um providencial duplo sentido.
Mesmo que ele tente se libertar, estará amarrado aos pontos de interrogação que colecionou.
Somos sádicos e ávaros ao economizar nossos "eu te perdôo", te compreendo", "eu te aceito como és" e o nosso mais profundo "eu te amo"- não o "eu te amo" dito às pressas no final de uma ligação telefônica, por força do hábito, e sim o "eu te amo" que significa:"seja feliz da maneira que você escolher, meu sentimento permanecerá o mesmo".
Libertar uma pessoa pode levar menos de um minuto.
Oprimi-la é trabalho para uma vida.
Mais que as mentiras, o silêncio é que é a verdadeira arma letal das relações humanas.
E sofri com isso.
Hoje não escondo nada do que sinto e penso, e às vezes também sofro com isso, mas ao menos não compactuo mais com um tipo de silêncio nocivo: o silêncio que tortura o outro, que confunde, o silêncio a fim de manter o poder num relacionamento.
Assisti ao filme "Mentiras sinceras" com uma pontinha de decepção - os comentários haviam sido ótimos, porém a contenção inglesa do filme me irritou um pouco - mas, nos momentos finais, uma cena aparentemente simples redimiu minha frustração. Embaixo de um guarda-chuva, numa noite fria e molhada, um homem diz para uma mulher o que ela sempre precisou ouvir.
E eu pensei: como é fácil libertar uma pessoa de seus fantasmas e, libertando-a, abrir uma possibilidade de tê-la de volta, mais inteira.
Falar o que se sente é considerado uma fraqueza.
Ao sermos absolutamente sinceros, a vulnerabilidade se instala.
Perde-se o mistério que nos veste tão bem, ficamos nus.
E não é este tipo de nudez que nos atrai.
Se a verdade pode parecer perturbadora para quem fala, é extremamente libertadora para quem ouve.
É como se uma mão gigantesca varresse num segundo todas as nossas dúvidas. Finalmente se sabe.
Mas sabe-se o quê?
O que todos nós, no fundo, queremos saber:
Se somos amados.
Tão banal, não?
E no entanto esta banalidade é fomentadora das maiores carências, de traumas que nos aleija nos paralisam e nos afastam das pessoas que nos são mais caras.
Por que a dificuldade de dizer para alguém o quanto ele é - ou foi - importante?
Dizer não como recurso de sedução, mas como um ato de generosidade, dizer sem esperar nada em troca.
Dizer, simplesmente.
A maioria das relações - entre amantes, entre pais e filhos, e mesmo entre amigos - ampara-se em mentiras parciais e verdades pela metade.
Podem-se passar anos ao lado de alguém falando coisas inteligentíssimas, citando poemas, esbanjando presença de espírito, sem alcançar a delicadeza de uma declaração genuína e libertadora: dar ao outro uma certeza e, com a certeza, a liberdade.
Parece que só conseguiremos manter as pessoas ao nosso lado se elas não souberem tudo.
Ou, ao menos, se não souberem o essencial.
E assim, através da manipulação, a relação passa a ficar doentia, inquieta, frágil.
Em vez de uma vida a dois, passa-se a ter uma sobrevida a dois.
Deixar o outro inseguro é uma maneira de prendê-lo a nós - e este "a nós" inspira um providencial duplo sentido.
Mesmo que ele tente se libertar, estará amarrado aos pontos de interrogação que colecionou.
Somos sádicos e ávaros ao economizar nossos "eu te perdôo", te compreendo", "eu te aceito como és" e o nosso mais profundo "eu te amo"- não o "eu te amo" dito às pressas no final de uma ligação telefônica, por força do hábito, e sim o "eu te amo" que significa:"seja feliz da maneira que você escolher, meu sentimento permanecerá o mesmo".
Libertar uma pessoa pode levar menos de um minuto.
Oprimi-la é trabalho para uma vida.
Mais que as mentiras, o silêncio é que é a verdadeira arma letal das relações humanas.
terça-feira, 19 de maio de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
A outra
(texto da jornalista Martha Mendonça publicado no delicioso Blog Mulher 7x7)
O que pensam, o que dizem e como agem as amantes dos homens casados? É melhor ser amante ou mulher traída? Existe fidelidade dentro da infidelidade?Há dez anos, a antropóloga Mirian Goldenberg, da UFRJ, defendeu sua tese A Outra: estudos antropológicos sobre a identidade da amante do homem casado. Agora ela relança o livro sobre o tema, aprofundando a atualizando algumas questões. Vamos a algumas delas:
Eu sou a única
As amantes crêem que os homens com quem têm um caso só fazem sexo com elas, nunca com as suas mulheres. “Todas elas acreditam que seus amantes lhes são fiéis. Confessam que emocionalmente seria insuportável se não fosse assim.”
O amante é um capital
Da mesma forma que um marido é considerado um “capital”, na definição da própria antropóloga, o amante também tem um valor no mercado dos relacionamentos e está longe de ser um mal pelo qual elas estão passando. “O amante, desde que fiel, é considerado um outro tipo de capital. Um pouco menos valorizado, mas ainda desejado.”
Não quero ser invisível
A amante tem amor, sexo, cumplicidade, mas não tem todo o resto. E sofre por isso. “A maior prova de amor que uma amante espera é que o homem casado passe o seu aniversário ou uma data festiva com ela, e não com a mulher”. Uma viagem a dois ou um encontro em lugar público são duas obsessões das “outras”, assim como poder telefonar a qualquer hora. “Ela dizem, ressentidas, que podem morrer nos fins de semana e eles nem vão saber”.
Amantes podem até ser mais felizes
Não viver a rotina e os problemas do casamento não deixa de ser uma vantagem. “Elas dizem que a maioria de suas amigas estão infelizes em casamentos que não as satisfazem. Ter um amante fiel e companheiro pode trazer mais felcidade”.
Não tenho tudo, mas ser enganada é pior
As mulheres pesquisadas preferiam ser as titulares, mas, se não é possível, ser amante é melhor do que ser a mulher traída. “Elas acham que é melhor ser a outra do que uma mulher sem homem. E muito melhor ser a outra do que a mulher casada e traída”.
As amantes pesquisadas fizeram até um ranking das possibilidades femininas (da melhor para a pior):
1- Casada com marido fiel2- Amante de homem casado fiel e que lhe dê liberdade3- Sozinha4- Traída pelo marido
Concordam?
O que pensam, o que dizem e como agem as amantes dos homens casados? É melhor ser amante ou mulher traída? Existe fidelidade dentro da infidelidade?Há dez anos, a antropóloga Mirian Goldenberg, da UFRJ, defendeu sua tese A Outra: estudos antropológicos sobre a identidade da amante do homem casado. Agora ela relança o livro sobre o tema, aprofundando a atualizando algumas questões. Vamos a algumas delas:
Eu sou a única
As amantes crêem que os homens com quem têm um caso só fazem sexo com elas, nunca com as suas mulheres. “Todas elas acreditam que seus amantes lhes são fiéis. Confessam que emocionalmente seria insuportável se não fosse assim.”
O amante é um capital
Da mesma forma que um marido é considerado um “capital”, na definição da própria antropóloga, o amante também tem um valor no mercado dos relacionamentos e está longe de ser um mal pelo qual elas estão passando. “O amante, desde que fiel, é considerado um outro tipo de capital. Um pouco menos valorizado, mas ainda desejado.”
Não quero ser invisível
A amante tem amor, sexo, cumplicidade, mas não tem todo o resto. E sofre por isso. “A maior prova de amor que uma amante espera é que o homem casado passe o seu aniversário ou uma data festiva com ela, e não com a mulher”. Uma viagem a dois ou um encontro em lugar público são duas obsessões das “outras”, assim como poder telefonar a qualquer hora. “Ela dizem, ressentidas, que podem morrer nos fins de semana e eles nem vão saber”.
Amantes podem até ser mais felizes
Não viver a rotina e os problemas do casamento não deixa de ser uma vantagem. “Elas dizem que a maioria de suas amigas estão infelizes em casamentos que não as satisfazem. Ter um amante fiel e companheiro pode trazer mais felcidade”.
Não tenho tudo, mas ser enganada é pior
As mulheres pesquisadas preferiam ser as titulares, mas, se não é possível, ser amante é melhor do que ser a mulher traída. “Elas acham que é melhor ser a outra do que uma mulher sem homem. E muito melhor ser a outra do que a mulher casada e traída”.
As amantes pesquisadas fizeram até um ranking das possibilidades femininas (da melhor para a pior):
1- Casada com marido fiel2- Amante de homem casado fiel e que lhe dê liberdade3- Sozinha4- Traída pelo marido
Concordam?
terça-feira, 12 de maio de 2009
Dias de peixe
Ele puxa o ar com a sensação esperançosa de que tudo o que está dentro dele, que machuca e sufoca, vai ser sugado para um posterior sopro libertador. Esse momento inicial de sucção dura segundos, mas é uma sensação sólida avassaladora capaz de fazer o tempo parar
pra ver o anzol, que vai cortar seja qual for direção que se mova.
Depois de toda a solidez reunida dentro de si o peixe precisa, numa tentativa sagaz e corajosa, esquecer do golpe imperdoável do anzol e estar determinado a expulsá-lo, de encontro ao alívio triunfal.
Reune então todo o ar que lhe resta até não haver mais fôlego. Esse é um momento particular, pois toda a concentração do animal está no seu corpo, e é preciso muito controle pra esquecer que se está frágil, que é presa, e recuperar o vigor de quem era livre há muito pouco e só será feliz com este destino.
Chega a hora do sopro. Longo, determinado, forte, exorcista. Esse momento parece breve, isso porque logo é engolido pela sensação pulsante do anzol preso ao corpo do bicho. Parece vivo como sua carne e, por esta razão, por vezes, poderá lhe parecer íntimo.
Por isso talvez o peixe, depois te tantas tentativas, até se acostume com aquela presença sólida e estranha. O ruim é só porque dói sempre que ele respira.
pra ver o anzol, que vai cortar seja qual for direção que se mova.
Depois de toda a solidez reunida dentro de si o peixe precisa, numa tentativa sagaz e corajosa, esquecer do golpe imperdoável do anzol e estar determinado a expulsá-lo, de encontro ao alívio triunfal.
Reune então todo o ar que lhe resta até não haver mais fôlego. Esse é um momento particular, pois toda a concentração do animal está no seu corpo, e é preciso muito controle pra esquecer que se está frágil, que é presa, e recuperar o vigor de quem era livre há muito pouco e só será feliz com este destino.
Chega a hora do sopro. Longo, determinado, forte, exorcista. Esse momento parece breve, isso porque logo é engolido pela sensação pulsante do anzol preso ao corpo do bicho. Parece vivo como sua carne e, por esta razão, por vezes, poderá lhe parecer íntimo.
Por isso talvez o peixe, depois te tantas tentativas, até se acostume com aquela presença sólida e estranha. O ruim é só porque dói sempre que ele respira.
domingo, 3 de maio de 2009
Cenas do cotidiano
sábado, 18 de abril de 2009
O mundo de Sofia
Maria, a ursa rosa
Pêra e suco de laranja.
Os primeiros dentinhos nascendo
Comida rejeitada
Choro da mamãe, que viaja pela primeira vez nesse amor.
Loucura pelo papai – e quem não sabia?
Penugem enfeitando a careca cheirosa
Lacinhos guardados na gaveta
Frenesi na hora do banho
Logo, logo é hora de entrar no mar!
Sabores, perfumes, cores, prazeres, amores, amigos, conquistas, escolhas, esperas...
É real o mundo de Sofia.
O sonho agora é real e respira.
Em outro lugar, chora de emoção, quem sonhou Sofia
E, agora, bem pertinho está.
Beijos
Tia Lyvia.
Pêra e suco de laranja.
Os primeiros dentinhos nascendo
Comida rejeitada
Choro da mamãe, que viaja pela primeira vez nesse amor.
Loucura pelo papai – e quem não sabia?
Penugem enfeitando a careca cheirosa
Lacinhos guardados na gaveta
Frenesi na hora do banho
Logo, logo é hora de entrar no mar!
Sabores, perfumes, cores, prazeres, amores, amigos, conquistas, escolhas, esperas...
É real o mundo de Sofia.
O sonho agora é real e respira.
Em outro lugar, chora de emoção, quem sonhou Sofia
E, agora, bem pertinho está.
Beijos
Tia Lyvia.
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